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Capítulo extra do livro #VIVAOPROPÓSITO

by CAROLINE VARGAS & FLÁVIA GRÉGIO

Tudo começou com um bate papo numa manhã. Tomávamos café juntas através de chamada de vídeo...

Começamos a falar sobre propósitos, missão, foco e ativismo religioso. Enquanto conversávamos, desejamos compartilhar o tema com nossos amigos de ministério, então marcamos uma Live pelo Facebook para um bate papo online. O enredo foi ficando gostoso de discutir, e alguns amigos comentavam nas nossas postagens  sobre montarmos um devocional especial para Ministros de crianças. Então, oramos, pedimos direção ao  Senhor e começamos a montar o devocional sobre propósito. Como tudo começou com um bate papo numa Live, queremos fazer a introdução deste projeto compartilhando o que foi falado nessa conversa online…

Sabemos que todo relacionamento necessita de investimento! E não se trata de investimento financeiro, e sim de investimento de tempo para que possamos conhecer a pessoa, estreitar laços de amizade e termos uma linha tênue de intimidade e de confiança mútua. 

      Quanto tempo você se dedica aos seus amigos, parentes e colegas de trabalho? O tempo investido por você a esses grupos, é o mesmo que você se dedica ao Reino de Deus?   Quanto mais tempo dedicamos ao Senhor, mas íntimos dEle nos tornamos.  E quando nos deparamos com este tema, percebemos o quanto o propósito de cada ser humano  se vincula ao relacionamento  com o Eterno.

     A Bíblia nos ensina que  fomos criados para glorificação do nome dEle. Ou seja, nosso propósito na terra é glorificar o nome do Senhor Jesus enquanto vivermos.

     O mais interessante é que quando você  descobre o seu propósito na terra, passa a entender que diferente de uma missão, que precisa cumprir em benefício do reino, o propósito é a chave principal de abertura da porta  do relacionamento com o dono do propósito.

     Você já reparou que quando amamos uma pessoa, tudo que fazemos ou pensamos em fazer, a incluímos? Porque somente podemos amar aquilo que admiramos!   Assim é o nosso relacionamento com Deus! Uma relação profunda de admiração,  de intimidade e de conhecimento do Pai, o qual nos leva  a enaltecê-lo em todos os momentos do nosso dia a dia, ao ponto de  incluí-lo em tudo o que fazemos. Ele se torna tão importante e especial para nós que, praticamente fica impossível deixá-lo de fora dos nossos projetos, tenham eles o tamanho que for.

      O livro de Isaías no capítulo 49 vai ressaltar o momento em que a sua chamada fora traçada no  ventre da sua mãe. Aqui Deus se preocupou  em deixar registrado através do profeta, que a sua vida seria motivo de glorificação ao Pai.   No momento que entendermos o propósito de termos sido criados fica muito mais  fácil  cumprirmos a missão pela qual fomos chamados.  

      A Bíblia nos relata em Isaías capítulo 6 que um  Chamado só  pode ser iniciado quando somos capazes de enxergar quem verdadeiramente Deus é!  Reparem que o texto  começa  dizendo, que no ano que morreu o Rei Uzias , Isaías que já era profeta, viu os céus abertos. Ou seja , ali ele teve uma experiência significativa, sobrenatural e intima com o Eterno. A narrativa nos ensina que, podemos ser chamados e jamais conhecermos verdadeiramente quem nos chamou.

       Reparem que ele já havia sido chamado por  profeta desde o ventre da sua mãe. E somente galgou a percepção disso quando a  magnitude do Eterno o transforma numa criatura  sensível diante de Deus.  Acreditamos que Isaías naquele momento  percebeu o quanto a sua  alma era dependente de Deus e o quanto ele era  incapaz diante daquela Glória.  Como pecador, Isaías necessitava da Graça perdoadora e como profeta precisava ter um relacionamento  profundo com seu Deus.

      Vale ressaltar que se não  conseguirmos perceber aquilo que verdadeiramente Deus é,  jamais teremos um relacionamento profundo com Ele.  No momento que somos quebrantados, todo nosso interior é descortinado de tal  forma, que o fogo do Espírito Santo passa a dominar todo nosso ser.  Notemos que quando os Serafins o tocaram,  toda a iniquidade que estava no profeta foi retirada.   Aqui aprendemos que, tudo que lhe impedia de cumprir o propósito havia  sido retirado da sua vida também, após essa experiência  com Deus.

     Isaías precisou viver essa experiência sobrenatural, para que  o seu coração fosse quebrantado! E é neste momento, que  percebemos o quanto somos pecadores e o quanto precisamos nos arrepender.   O mais interessante é que todas às vezes que o quebrantamento acontece em nossas vidas, a purificação chega em seguida.

       É mister entendermos que, independente da nossa posição na Igreja ou na sociedade é  impossível mantermos um relacionamento com Deus longe do propósito que fomos chamados. Pois, se não houver relacionamento de glorificação  do Eterno em nós, nada que façamos  valerá a pena.

      E pouco importa se quão grande e importante nós  fomos ou ainda somos  para o Ministério Infantil.  Se a busca deste estreitamento de conhecê-lo profundamente não for alcançado nada que fizermos valerá a pena.   Quem não consegue ´enxergar´ Deus como Ele é,  passa a medir tudo pela força do seu próprio intelecto e da sua capacidade humana. E o maior  perigo é  que se não tivermos esta visão a cerca deste relacionamento com Deus, passaremos a viver a negação da intervenção dos céus, momento em que o poder maravilhoso da Graça é esquecido por todos nós.

      Um coração quebrantado  pela  experiência da Glória de Deus  nos momentos de confronto, ao invés de se achar o melhor no meio da multidão, passa a se sentir constrangido pela força esmagadora do arrependimento e da incapacidade diante do Eterno.   Precisamos  compreender que apesar de termos uma missão de pregar  o evangelho  a toda  criatura e principalmente às crianças,  nosso propósito nos revela todos os dias, que somos seres totalmente dependentes do Pai  e que tudo que fazemos para o Reino de Deus  antes de alcançar o mundo, precisa alcançar em primeiro lugar a glorificação do nome Dele.

      Após descobrirmos o propósito,  todo cenário para a realização da missão vai tomando forma.

     Alguns vão dizer que a sua missão é cuidar de crianças que foram abusadas sexualmente, outras que a sua missão é de amparar crianças que foram rejeitadas no ventre ou até mesmo  visitar crianças em orfanatos.      Vale ressaltar que embora você  se envolva perfeitamente em algumas Missões, o propósito de honrar, levar  o Evangelho e glorificar  o nome do Senhor Jesus jamais deve ser esquecido ou anulado.

      Todas as vezes que fazemos algo para  engrandecer nosso ego, significa que não alcançamos o verdadeiro propósito. Pois, é o nome de Jesus que precisa ser glorificado em nossas vidas e em tudo o que fazemos.     Precisamos entender que Deus não precisa do nosso egocentrismo e tampouco das nossas redes sociais!      Quando reconhecemos que somos obra do Pai, que somos apenas um recipiente nas mãos dEle em prol do Reino, tudo começa  a fluir de forma natural.

      O que Deus espera de nós é que tenhamos verdadeiramente um  coração totalmente quebrantado e reconhecido.  Embora tenhamos um relacionamento de amizade com alguém, muitas vezes nos esquecemos de reconhecê-los, de elogiá-los e de propagarmos aos outros, tudo o que ele faz de melhor e de perfeito para nós ou para a sociedade. E o quanto é benéfico o laço de confiança e amizade que foi construído entre nós.

       Não podemos nos esquecer que, o  poder de viver um propósito nos tira da esfera do esquecimento e  nos esconde dentro de uma missiva de compromisso,  de nunca nos esquecermos de quem Deus é, do que Ele faz ou representa para nós.   Precisamos levar o nome de Deus às pessoas com orgulho de o conhecermos e de sabermos verdadeiramente quem Ele é.

       Não importa qual a  profissão ou cargo que ocupamos!  No Reino de Deus não é o que representamos! Mas sim o que fazemos  com aquilo que carregamos dentro de nós que faz todo sentido para os Céus.

      “Vivemos um tempo em que aquilo que podemos dar às pessoas  se torna mais importantes do que aquilo que podemos ser para elas.”

       Não nascemos para sermos felizes! Nascemos com o Propósito de Glorificar o Nome Dele em nossas vidas. E a busca desenfreada de sermos felizes, passa a ser trocada pela alegria de termos um CEP que nos aguarda, a volta para o lar que nos espera e o desejo de dever cumprido porque  o propósito foi realizado.  “Viver um Propósito não é um benefício próprio!  Viver um propósito é cumprir a glorificação do Nome de Deus em nós.”

      O Reino de dEle é percebido em nós, através dos talentos que nasceram conosco ou os dons que nos foram confiados para servi-lo enquanto vivermos.  Não podemos nos esquecer que os dons sem propósitos se transformam em sacrifícios tolos que fatalmente morrerão no meio do caminho.

      Outra coisa que vale  ressaltar é que diferente dos talentos, dons não caminham sem  unção! Deus somente entrega dons a filhos que carregam sua identidade e o seu DNA  para exercerem propósitos com a unção do Espírito Santo.  Filhos reconhecidos e registrados se relacionam com o Pai. Eles não trabalham no Reino em busca de remuneração! Trabalham no Reino  pelo fato de serem herdeiros de uma terra que os pertence.

      Diferente do irmão do filho pródigo,  não precisamos ter aquilo que o nosso irmão possui, e nos sentirmos mais ou menos amados!  Pois, tudo o que nosso irmão possui, foi nos dado por herança também. O problema é que não são poucos os que por imaturidade e falta de identidade,  desejam os dons e talentos do outro e não focam naquilo que foram chamados. Outros focam mais na missão e menos no propósito. E quando terminam se  frustram por não entenderem novamente o propósito pelo qual foram chamados. Não houve um relacionamento profundo com o Eterno, logo no começo da construção do Propósito. Não há propósitos sem relacionamentos!

      Chegou o tempo do fim! E é tempo de tirarmos as máscaras do “eu consigo”, “eu posso”, “eu mereço”  e “eu faço” e abraçarmos a questão do real propósito de estarmos aqui na terra.

      Que possamos todos os dias nos apresentarmos a Deus como Isaías!  Que após ser perdoado ouviu a voz do Pai de uma forma amorosa sem cobranças e imposições!  Assim percebemos que Deus só  nos dá uma Missão quando nos  quebrantamos e desejamos verdadeiramente cumpri-la!

       Você não pode estar numa Missão sem a capacidade de exercê-la! Imagine uma pessoa que está no Ministério Infantil por amar crianças… A primeira vez que uma criança a agredir fisicamente ou emocionalmente, sua missão sofrerá o abandono, pelo fato dela achar que não é obrigada a aturar ou suportar uma criança mal educada. Ou por outros motivos que surgirem no meio do caminho, perderá a motivação de outrora.

        No momento em que nos quebrantarmos diante da voz do Pai, nos relacionarmos com a Sua Palavra  e entendermos o quanto será árdua a Missão  e aceitarmos o desafio de irmos até o fim, tudo se finalizará facilmente.  Vale lembrar que, nossas batalhas e guerras são  individuais e muitas vezes solitárias! Mesmo que façamos parte de um Ministério Infantil, o nosso dia a dia precisa estar conectado com o Pai! 

     Podemos dar como exemplo aquele pai que convida seu filho para lavar o carro. Na verdade, seu maior desejo não é  a missão de lavar o carro, e sim  o tempo que levarão juntos exercendo aquela tarefa. E mesmo que o pai tenha que refazê-la, o tempo que se mantiveram juntos valerá toda a tarefa refeita.  Deus poderia fazer tudo sozinho, sem nós! Porém,  nos chamar para cumprir uma tarefa com Ele  o satisfaz de tal forma, ao ponto de nada lhe dar tanto prazer, como o de estar junto de nós para vivermos um Propósito. Ele não está interessado naquilo que nós fazemos para Ele, e sim naquilo que nós fazemos com Ele.

        Todas as ferramentas de conhecimentos que adquirimos ao longo dos anos sem o reconhecimento da Glória do Pai em nossas vidas, não fazem sentido algum.     Nosso Ministério não começa no diploma que conquistamos, nos cursos que fizemos e tampouco nas experiências que obtivemos ao longo dos anos. Tudo começa no nosso relacionamento profundo com  Deus.   Começa quando nos despimos de nós mesmos, da nossa incredulidade,  da nossa incerteza, do nosso ativismo e nos vestimos de atitudes de cumprirmos nosso Propósito.   Começa quando dizemos sim para o Eterno e assumimos de verdade  a responsabilidade de nos relacionarmos  com Ele.

         Depois de todo este  processo, nós conseguimos entender que não servimos as crianças porque as amamos. Na verdade, por amarmos ao Senhor Jesus é  que somos envolvidos  pelo ato de servi-las com amor. Não é porque amamos as crianças que obedecemos a Deus. Na verdade, é porque obedecemos a Deus que Ele pode contar conosco no serviço infantil.

         Um bom contador de histórias nunca chamará mais atenção do que a história que foi contada. Assim também é o nosso propósito! Jamais o lugar divino pode ser roubado de nossas vidas! Quem precisa se destacar sempre é quem está dentro de nós.  Nossas palavras precisam ser tão cheias de unção, ao ponto de provocarmos o toque das mãos Dele através das nossas falas.

          Quando nos relacionamos com determinadas pessoas, o poder de influência delas em nós,  passa a ser tão forte, ao ponto de adquirirmos características delas em nós.  E é isto que o Eterno deseja que busquemos!

        Um relacionamento de intimidade, nos coloca sempre como boca de Deus na terra.

        O mais interessante que Ele nos manda irmos em Seu nome! E quando carregamos essa responsabilidade de irmos no nome dEle, vivemos o cuidado de termos todas as nossas ações pautadas nas diretrizes dos céus.         Que jamais nos esqueçamos que, as ferramentas que usamos para trabalhar na obra fazem parte da nossa Missão, e o relacionamento que alimentamos todos os dias em nossa alma se chama Propósito.

por  Aline Mônica, ministra de bebês da Adep Kids- Ministério com Crianças da Assembleia de Deus em Pilares.

#VIVAOPROPÓSITO

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